Semana traz cortes de incentivos, dólar em alta e dados de SEI, IBGE e AFIEB, entenda como isso mexe com a economia da Bahia e suas decisões de negócio
A semana do mercado e da política econômica foi intensa, houve decisões em Brasília, dados setoriais na Bahia e volatilidade nos ativos, fatores que mexem com a economia da Bahia e com o bolso do empreendedor.
Teve avanço nas mudanças tributárias, novas projeções para a indústria, números do agro e um retrato do emprego e da renda, enquanto o câmbio pressionou custos e a bolsa devolveu ganhos.
Confira os destaques, com dados oficiais e fontes públicas, e veja o que pode afetar sua empresa e seus investimentos, conforme informações de Estadão, SEI, A Tarde, Câmara, Senado, IBGE e Congresso Nacional.
Funcionalismo e orçamento público
Segundo o jornal Estado de São Paulo, o governo federal criou 4,1 mil cargos comissionados desde o início da gestão, a administração pública federal chegou a 50,4 mil cargos em outubro de 2025, o maior número da série.
O Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2026, foram R$ 61 bi em emendas e superávit de R$ 34,5 bi previsto, o projeto prevê R$ 110,8 bilhões em investimentos e liberação acelerada de emendas, segue para sanção.
Confiança, indústria e agro na Bahia
O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano do SEI marcou, pela 22a semana consecutiva, pontuação negativa, sinal de pessimismo moderado, crédito, situação financeira e capacidade produtiva concentram as piores expectativas.
A AFIEB projeta crescimento de 2,6% do PIB da indústria baiana neste ano, acima da média nacional, a Bahia segue como a sétima economia do país e responde por 29% do PIB nordestino, impulso à economia da Bahia.
No campo, o SEI reporta que o PIB do agronegócio baiano somou R$ 32,5 bilhões, cerca de 25% da atividade econômica do estado, variação de +8,1% sobre o mesmo período de 2024, suporte adicional à economia da Bahia.
Dados do IBGE indicam, no 3T, 1.834.000 trabalhadores formais na iniciativa privada, excluído funcionalismo, e 2.301.028 benefícios do Bolsa Família na Bahia, são 467.000 beneficiários a mais que empregados.
Tributos e ambiente de negócios
A Câmara aprovou corte de benefícios fiscais, houve aumento de impostos para bets, fintechs e JCP, o Lucro Presumido também será afetado, o projeto reduz incentivos federais e segue para análise do Senado.
Na pauta de produtividade, a tradicional coluna do jornal A Tarde apresentou Mateus Orsine, CEO da Vulp Air, com o artigo “Incentivos perversos, resultados ruins”, debate relevante para a economia da Bahia e o ambiente de negócios.
Mercado financeiro e cenário externo
No mercado, o dólar à vista fechou a R$ 5,52, alta de +2,18% na semana, o Ibovespa caiu -1,4%, ficou em 158 mil pontos na sexta, câmbio pressionado tende a afetar custos e preços na economia da Bahia.
No exterior, apesar dos protestos de Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou um ‘bloqueio’ de navios petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela, risco para oferta e fretes.
No front político, o Senado Federal aprovou o PL que reduz penas dos condenados pelos ataques de 08/01, inclusive do ex presidente Jair Bolsonaro, o texto vai à sanção, o presidente Lula já prometeu vetar.