Casas Bahia (BHIA3): Ações disparam com plano audacioso que estica dívidas até 2050 e flexibiliza novo capital

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) deu um passo significativo em sua estratégia de recuperação financeira. Em uma assembleia realizada na última quarta-feira (17), acionistas e debenturistas aprovaram um pacote de medidas que prometem **alongar prazos de pagamento e reduzir a pressão de caixa no curto prazo**, além de **ampliar a flexibilidade da companhia para futuras captações de recursos**.

A resposta do mercado foi imediata e positiva. As ações da BHIA3 registraram alta de **2,90%**, sendo negociadas a R$ 3,19 por volta das 13h. No acumulado do ano, os papéis já apresentavam um ganho de 10,4%, superando o desempenho do Ibovespa no mesmo período, que subiu 0,63%.

Essas aprovações são cruciais para a reorganização da estrutura financeira da Casas Bahia, que desde 2023 vem implementando um plano para **reduzir o peso da dívida**, um dos principais desafios do setor varejista em um cenário de juros elevados. Conforme informação divulgada pela fonte, a intenção de emitir até R$ 3,9 bilhões em debêntures, anunciada na última sexta-feira (12), reforça essa movimentação de reestruturação do passivo.

Aumento do Limite de Capital Autorizado

Do ponto de vista societário, os acionistas deram luz verde para o **aumento do limite de capital autorizado da companhia**. Isso significa que o conselho de administração da Casas Bahia poderá elevar o capital social da empresa para **até R$ 13,25 bilhões**, sem a necessidade de convocar novas assembleias ou alterar o estatuto social. Essa medida confere maior agilidade para futuras capitalizações, caso a empresa necessite reforçar seu caixa ou ajustar sua estrutura financeira.

É importante ressaltar que essa autorização **não implica um aumento de capital imediato**. Trata-se de uma pré-aprovação, delegando ao conselho a decisão sobre o volume e as condições de uma eventual capitalização, sempre respeitando o teto estabelecido.

Alongamento Estrutural das Dívidas

No que diz respeito ao endividamento, as mudanças são ainda mais profundas. Os debenturistas da 10ª emissão aprovaram a **alteração do vencimento das debêntures da 1ª e 3ª série para 28 de novembro de 2050**. Essa decisão **empurra o pagamento final dessas dívidas para um horizonte de longo prazo**, aliviando significativamente os compromissos financeiros concentrados nos próximos anos.

Essa renegociação é fundamental para a Casas Bahia, permitindo que a empresa **reduza a pressão de caixa e tenha mais fôlego para executar seu plano de recuperação e investimento**, visando a retomada do crescimento e a melhora da rentabilidade.

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