Comenda celebra a escalabilidade da economia capixaba, Arthur Carlos Gehardt Santos recebe homenagem e reforça legado em portos, celulose e aço

No dia 11 deste mês, o Espírito Santo em Ação, ESAção, entregou a Arthur Carlos Gehardt Santos a comenda Protagonista Inspirador, reconhecimento ao seu papel de liderança e visão no desenvolvimento do Estado.

Aos 97 anos, Arthur soma passagens no serviço público e no setor privado, do DER, onde foi diretor, ao Bandes, que ajudou a fundar e presidiu, e ao governo estadual entre 1971 e 1975, período de forte expansão econômica.

O tributo resgata sua defesa da escalabilidade da economia capixaba, conceito que integrou portos, indústria e mercados globais, e abriu novas frentes produtivas, conforme informações do texto de referência enviado à reportagem.

Quem é Arthur Carlos Gehardt Santos

De engenheiro do antigo DER, Arthur tornou-se diretor do órgão e articulador de políticas de infraestrutura, mirando eficiência logística e integração territorial, bases para ganhos de escala e competitividade industrial.

No Bandes, como um dos fundadores e primeiro presidente, estruturou instrumentos de crédito e planejamento, preparando empresas locais para competir com cadeias nacionais e globais, e atraindo investimentos estratégicos.

Hoje, Arthur integra o Conselho Deliberativo do ESAção, e segue ativo em agendas de desenvolvimento, com foco em competitividade, inovação e cooperação entre setor público e iniciativa privada.

Como governador, entre 1971 e 1975, liderou modernização e apoio ao investimento. Segundo a fonte, “Na sua gestão no governo o PIB capixaba cresceu 14,9% ao ano.”

A virada industrial e o Porto de Tubarão

O Espírito Santo migrou de uma economia agrícola fragilizada, após a erradicação dos cafezais, para um polo industrial conectado ao mundo, com celulose, pelotas de minério e aço como pilares da pauta exportadora.

O Porto de Tubarão surgiu como ativo estruturante, criando escala na navegação transoceânica e viabilizando pelotizadoras. Em paralelo, avançaram Aracruz Celulose e a CST, hoje ArcelorMittal Tubarão, elevando a produtividade.

Essa escalabilidade da economia capixaba ampliou o poder de barganha do Estado, integrou cadeias globais e abriu caminho para novos produtos e serviços, do agro com tecnologia, à logística, à metalurgia avançada.

Tríade de visionários e a nova escala

A estratégia contou com a colaboração de Eliezer Batista, da Vale, e de Erling Lorentzen, da Aracruz Celulose, citados como protagonistas ao lado de Arthur na concepção de projetos estruturantes.

No fim dos anos 1950, Américo Buaiz, fundador e primeiro presidente da Findes, convidou Arthur e Eliezer para um grupo de assessoria especial, dedicado a pensar o futuro econômico do Estado, em 1959.

O grupo funcionou como uma espécie de “think tank”, alinhando visão, metas e instrumentos, e preparando a base institucional para investimentos de grande porte e para processos transformadores.

Legado, dados e inspiração ao futuro

Ao explicar a medalha, o texto realça, “Protagonista pela sua resiliência em construir e liderar movimentos e processos transformadores. Inspirador por indicar e ajudar a iluminar caminhos.”

Com a escalabilidade da economia capixaba como norte, Arthur articulou empresas, governo e sociedade civil, e consolidou uma cultura de planejamento e cooperação, hoje celebrada por conselhos e entidades como o ESAção.

O legado se projeta no presente, com portos eficientes, cadeias industriais robustas e novas agendas de inovação. A homenagem ecoa o desejo registrado pela fonte, “Vida longa ao Dr. Arthur!”

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