Ibovespa Futuro Avança com Indicadores de Inflação, Dólar em Leve Alta e Empresas Movimentam Mercado com Dividendos e Recompra

O Ibovespa futuro, contrato com vencimento em fevereiro de 2026, iniciou o pregão desta terça-feira em alta, refletindo um otimismo inicial no mercado. Às 10h07, o índice futuro (INDG26) registrava uma valorização de 0,54%, atingindo os 161.915 pontos.

Embora o Ibovespa futuro seja um termômetro do comportamento do mercado, ele nem sempre antecipa todas as nuances que moldarão o pregão ao longo do dia. A atenção dos investidores se volta para a divulgação da prévia da inflação oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) apresentou uma alta de 0,25% em dezembro, superior aos 0,20% registrados no mês anterior, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Analistas consultados pela agência Reuters esperavam uma variação de 0,27% para o período. Em dezembro de 2024, a taxa havia sido de 0,34%.

Com este resultado, o IPCA-15 encerra o ano acumulando uma alta de 4,41%. Acompanhando o cenário externo, o preço do barril de petróleo Brent, referência para a Petrobras, subia 0,27% às 9h30, cotado a US$ 62,2. Por outro lado, o minério de ferro futuro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,26%, a 778,5 iuanes (US$ 110,57), um dado que pode influenciar as ações de mineradoras como Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3).

Em Wall Street, os futuros de ações operavam em leve queda no início do pregão, com o Dow Jones futuro recuando 0,06%, o S&P 500 futuro desvalorizando 0,05% e o Nasdaq futuro caindo 0,07%, segundo informações das 9h40.

Magazine Luiza Anuncia Aumento de Capital com Bonificação em Ações

O conselho de administração do Magazine Luiza (MGLU3) aprovou, em reunião ocorrida na segunda-feira, 22, um aumento de capital social no valor de R$ 400 milhões. A operação se dará por meio da emissão de 36.949.762 novas ações ordinárias, que serão distribuídas como bonificação aos acionistas.

Cada acionista receberá 5% de ações bonificadas em relação à sua posição acionária na data de corte, o que equivale a uma ação bonificada para cada 20 ações ordinárias detidas. A data de corte para o direito ao recebimento das ações bonificadas será o fechamento do pregão da B3 em 29 de dezembro de 2025. As ações passarão a ser negociadas ex-bonificação a partir de 30 de dezembro de 2025, com o crédito das ações bonificadas ocorrendo em 5 de janeiro de 2026.

M.Dias Branco Refuta Notícias sobre Aquisição da Yoki

A M. Dias Branco (MDIA3) se pronunciou oficialmente sobre notícias veiculadas na segunda-feira, 22, que a apontavam como participante em um processo competitivo para a aquisição da marca Yoki, da General Mills. A empresa negou veementemente a veracidade da informação.

Em comunicado ao mercado, a M. Dias Branco esclareceu que não há qualquer negociação, deliberação, plano ou estudo em curso voltado à aquisição da Yoki ou de seus ativos. A companhia refuta a informação publicada pelo site Pipeline, do Valor Econômico.

Axia Energia e Copasa Divulgam Programas de Recompra e Investimentos

A Axia Energia (AXIA3), anteriormente conhecida como Eletrobras, anunciou a aprovação de um novo programa de recompra de ações. O programa prevê a aquisição de até 187.866.804 ações ordinárias (ON), 26.646.211 ações preferenciais classe B1 (PNB1) e 56.385.895 ações preferenciais classe C (PNC). Essas quantidades representam 10% do total de ações em circulação de cada classe e espécie. O programa terá vigência de 18 meses, encerrando-se em 21 de junho de 2027.

Já a Copasa (CSMG3) teve seu programa de investimentos para 2026 aprovado pelo conselho de administração, no montante de R$ 3,1 bilhões. Adicionalmente, foi aprovado um plano de investimentos plurianual para os próximos quatro anos, com projeções de R$ 3,9 bilhões em 2027, R$ 4,8 bilhões em 2028, R$ 4,7 bilhões em 2029 e R$ 4,5 bilhões em 2030. Os investimentos priorizarão a universalização do saneamento, segurança hídrica, redução de perdas e modernização de estações de tratamento.

Mais Notícias Corporativas: RD Saúde, Cosan, C&A, Schulz, Braskem, BTG Pactual, Banco ABC Brasil, Plano&Plano, Multiplan, JSL, Iguatemi, Santander, Hapvida e Azul

Acionistas da RD Saúde (RADL3) aprovaram um aumento de capital de R$ 750 milhões, com a emissão de 34.360.144 ações ordinárias a título de bonificação. A data base para o recebimento das ações é 22 de dezembro, com negociação ex-bonificação a partir de 23 de dezembro e crédito em 26 de dezembro de 2025.

A Cosan (CSAN3) informou a alienação de aproximadamente 4,96% de suas ações na Rumo (RAIL3), combinada com instrumentos derivativos, como parte de sua estratégia de gestão de liquidez. A participação econômica total da Cosan na Rumo permanece inalterada.

O Morgan Stanley atingiu uma posição equivalente a 6,1% das ações ordinárias da C&A (CEAB3), totalizando 18.882.299 ações, sem o objetivo de alterar o controle ou a estrutura administrativa da companhia.

A Schulz (SHUL4) anunciou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 35,7 milhões, com pagamento previsto para 25 de fevereiro de 2026. As ações serão negociadas ex-JCP a partir de 30 de dezembro de 2025.

A publicação da lei que institui o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq) foi divulgada, com vigência de 2027 a 2031. Para a Braskem (BRKM5), a nova lei representa um alívio e pode melhorar seus resultados, segundo analistas da XP e Safra.

O BTG Pactual (BPAC11) aprovou mais uma distribuição de juros sobre capital próprio (JCP), com pagamento agendado para 13 de fevereiro de 2026. Ações negociadas ex-direitos a partir de 30 de dezembro de 2025.

O Banco ABC Brasil (ABCB4) distribuirá R$ 369,5 milhões em JCP, com data base em 29 de dezembro de 2025 e pagamento em 11 de fevereiro de 2026. Foi aprovado também um aumento de capital de até R$ 314 milhões.

A Plano&Plano (PLPL3) distribuirá R$ 100 milhões em dividendos intercalares, com pagamento previsto para 1º de julho de 2026. Acionistas com base em 29 de dezembro de 2025 terão direito.

A Multiplan (MULT3) declarou JCP bruto de R$ 150 milhões, com pagamento até 30 de dezembro de 2026. Ações negociadas ex-juros a partir de 30 de dezembro de 2025.

A JSL (JSLG3) aprovou JCP de R$ 0,43 e dividendos de R$ 1,48 por ação ordinária, com pagamento em 31 de janeiro de 2026 e data a ser definida, respectivamente. Ações negociadas ex-proventos a partir de 29 de dezembro de 2025.

A Iguatemi (IGTI11) anunciará o pagamento de R$ 200 milhões em dividendos, referentes ao período de janeiro a setembro de 2025, em quatro parcelas trimestrais com pagamentos entre fevereiro e outubro de 2026.

O Banco Santander (SANB11) aprovou a distribuição de R$ 620 milhões brutos em JCP, com pagamento a partir de 5 de fevereiro de 2026. Ações negociadas ex-JCP a partir de 5 de janeiro de 2026.

A Hapvida (HAPV3) anunciou mudanças na sua estrutura organizacional para 2026. Jorge Pinheiro deixará o cargo de CEO para atuar como chairman executivo, e Luccas Augusto Adib assumirá a posição de diretor-presidente (CEO).

A Azul (AZUL4) protocolou na CVM o pedido de registro para uma oferta pública de distribuição primária de ações, como parte de seu plano de recuperação judicial nos Estados Unidos. A companhia converterá senior notes em participação acionária, emitindo novas ações ordinárias e preferenciais.

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